você tem tudo, tem
às vezes, tudo amontoado
em brisas de tons rochosos.
eu continuo indo,
continuo dependurado nas janelas.
estar assim, suspenso, assim, farfalhando
de desejo o tempo todo, assim, sustentado por
finíssimos fios do aço mais poderoso...
eu tenho tudo.
o necessário para tropeçar,
o equipamento para me erguer.
janelas, janelas,
pássaros e passarelas,
penas, asas, mazelas.
ruídos, embaços,
matilhas, dentes,
marquises recorrentes.
flutuação e margem distante.
eu procuro o que já encontrei,
pois a vida, essa ardilosa,
nos incita...
não evitemos.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
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