você tem tudo, tem
às vezes, tudo amontoado
em brisas de tons rochosos.
eu continuo indo,
continuo dependurado nas janelas.
estar assim, suspenso, assim, farfalhando
de desejo o tempo todo, assim, sustentado por
finíssimos fios do aço mais poderoso...
eu tenho tudo.
o necessário para tropeçar,
o equipamento para me erguer.
janelas, janelas,
pássaros e passarelas,
penas, asas, mazelas.
ruídos, embaços,
matilhas, dentes,
marquises recorrentes.
flutuação e margem distante.
eu procuro o que já encontrei,
pois a vida, essa ardilosa,
nos incita...
não evitemos.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
[ONE]
Só
sinto-me só,
mesmo com os teus olhos em mim,
mesmo com os teus olhares dispersos
na atmosfera, na estratosfera.
Sinto que há nave-mãe,
que há orfandade no amor.
Amor deveria ser pleonasmo
por si só.
Mas, sinto a solidão como a
companheira que ajuda a diluir
a fumaça que protege os meus sonhos.
Um só.
Não dizer o que é sentido,
deveria fazer menos do que o menor sentido.
Mãos dadas ao vento,
A suspirar sem ar
As medidas extremas do passado.
A distância deveria ser alívio,
por si só.
Suspenso em cordas de amarrar corações.
Dissipado nas lembranças,
Nas tranças das recordações.
Deve Tu, também,
Ter a sensação de solidão que eu contemplo.
Deve ser assim com quase todos.
Quase todos são sós.
Apenas os mais insanos
devem sentir presenças,
Devem sorver alianças
Perenes dos corações alheios.
Um só.
Eu sou.
Só um.
Apenas eu.
Duras penas.
Só
sinto-me só,
mesmo com os teus olhos em mim,
mesmo com os teus olhares dispersos
na atmosfera, na estratosfera.
Sinto que há nave-mãe,
que há orfandade no amor.
Amor deveria ser pleonasmo
por si só.
Mas, sinto a solidão como a
companheira que ajuda a diluir
a fumaça que protege os meus sonhos.
Um só.
Não dizer o que é sentido,
deveria fazer menos do que o menor sentido.
Mãos dadas ao vento,
A suspirar sem ar
As medidas extremas do passado.
A distância deveria ser alívio,
por si só.
Suspenso em cordas de amarrar corações.
Dissipado nas lembranças,
Nas tranças das recordações.
Deve Tu, também,
Ter a sensação de solidão que eu contemplo.
Deve ser assim com quase todos.
Quase todos são sós.
Apenas os mais insanos
devem sentir presenças,
Devem sorver alianças
Perenes dos corações alheios.
Um só.
Eu sou.
Só um.
Apenas eu.
Duras penas.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Contigo, no Oceano

olá, boa noite.
oceano está plácido hoje, não?!
talvez, entre os seus braços,
esteja eu mais seguro do que nunca houve estado.
nesta semelhança de brios e maldades,
neste tão imerso querer, nesta tamanha vontade de encontrar,
há, sim, algo que se aprender,
um sentimento a apreender.
não sabia mais o que era ter um amor.
ainda que o tempo todo enroscado em
historinhas, em epopéias de pedir carinho.
não sabia mais o que era a vida
mexer, alterar, sofisticar as nossas sensações.
e o indício mais importante
desta minha boa aventura:
estou calmo, estou tranquilo, sou de mim mesmo,
ainda que tenha lhe entregado os meus dias e noites.
tu me és oceano de paz.
nem vou querer me importar
com os pequenos vendavais...
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
[photo by Cau]
**
BLACK I LIGHT
**
BLACK I LIGHT
**
.
.
Não durmo
Sem que a Luz
Me embale o sono.
-
Um naco de luz
Para dormir em mim,
uma centelha do amor
que eu vim.
-
Luminárias de leite, cor de lâmina,
Acendem o meu sonhar.
-
Na Fé que não é momentânea,
Tampouco se preocupa com as
Montanhas.
-
No sono plácido, sonâmbulo quietar
Nessa nossa vida de tudo olhar,
-
Não durmo,
Sem que a Luz me
enleve o espírito.
-
O Papiro do meu peito,
Escrito cárneo, envolto
nas maravilhas da vivência,
Da luz que queima em reverência
às nossas perdas.
-
Sento-me, em alma,
Espero, na calma,
O dia que, num choque estelar,
Enche o pulmão
do primeiro respirar.
-
****
-
“dança, dança meu canto agonizado,
na revoada das garças no riacho doce.
Dança, no etéreo, no mistério
da criança que descansa.
Dança o pé nu,
Na minha vida de tecer
Esperança.”
-
-
.
Não durmo
Sem que a Luz
Me embale o sono.
-
Um naco de luz
Para dormir em mim,
uma centelha do amor
que eu vim.
-
Luminárias de leite, cor de lâmina,
Acendem o meu sonhar.
-
Na Fé que não é momentânea,
Tampouco se preocupa com as
Montanhas.
-
No sono plácido, sonâmbulo quietar
Nessa nossa vida de tudo olhar,
-
Não durmo,
Sem que a Luz me
enleve o espírito.
-
O Papiro do meu peito,
Escrito cárneo, envolto
nas maravilhas da vivência,
Da luz que queima em reverência
às nossas perdas.
-
Sento-me, em alma,
Espero, na calma,
O dia que, num choque estelar,
Enche o pulmão
do primeiro respirar.
-
****
-
“dança, dança meu canto agonizado,
na revoada das garças no riacho doce.
Dança, no etéreo, no mistério
da criança que descansa.
Dança o pé nu,
Na minha vida de tecer
Esperança.”
-
-
.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
.
.
Donde, aqui dentro,
Saíste tão cedo
do rodamoinho monge?
.
Eu quero apenas o tempo,
O Seu tempo, a sua Alma.
.
Não te quis em carinhos,
Não te quero, o ninho.
.
Donde, acolá,
Sou-te o que te sou
quando não estás?
.
Esfera branquinha,
Nesta concha divina.
Esmero esquecido,
No tão fundo recanto.
.
Quero-te sem que eu me perca,
Perco-me de te querer.
Conchas abertas,
Mentes(,) ao ferver?
quarta-feira, 6 de agosto de 2008

finja que não foi.
até o próximo nascer do dia,
pretenda que não era.
às vezes,
eu penso que teria sido muito bom,
não ter sido inoculado por este microorganismo.
por essa distorção nas paisagens.
queimo o sol, com a letra.
queimo a língua, com os pensamentos.
finjamos, nós, que não viemos, ou
que não saibamos, que não conheçamo-nos,
poesia.
deixa o sol fazer o que sempre fez.
deixa...
sábado, 2 de agosto de 2008
Spiral

daqui de cima eu vejo
que, na tua régua limpa,
nada é lampejo.
*
tu medes os riscos,
encrava-me a unha injusta,
para depois observar discos
voadores, solos de violão no espelho.
*
sabia que eu sabia que não era?
sabia que o saber não é perene?
morre a civilização, enterra a pena,
e num mísero segundo, te prendo em cena.
*
encaracolado é o meu pesar.
só não sei se eu subo a pensar,
ou desço a dançar,
neste baile frouxo de te buscar.
segunda-feira, 28 de julho de 2008

[abrolhos]
.
se um dia
eu pudesse saber,
exatamente o que está
dentro do teu pensamento,
eu pensaria, definitivamente,
em te trazer para perto, mais perto do que nunca esteve.
.
pois, poder, eu tenho.
eu tenho a força necessária.
mas, mexer com o mundo, alterar as
coisas e as formas naturais,
por um amor de papel...
...não, no papel o amor é
unidimensional,
retilíneo.
.
se eu pudesse construir uma abadia
em teu nome,
se eu pudesse defazer todas as mentiras
de laços vermelhos, olhos negros.
.
eu posso.
mas eu não devo, eu não vou.
.
vou mesmo
é abrir os olhos,
e fazer sumir este astigmatismo que não sabe
ver dobrado,
desmanchar esta hipermetropia de te ver
nítida e sem imagem.
.
agora está mais escuro e
eu vejo melhor.
.
estamos no meio da madrugada
e o sol arde nas tuas maçãs,
aí, noutro lado do mundo,
noutra vida qualquer.
.
vou abrir os meus olhos,
e fechar o coração:
até que a verdade surja,
lânguida,
através desta nova porta.
.
até que a visão se fixe no
ponto da tua pupila.
na íris cristalina.
.
você e a minha retina...
...
terça-feira, 22 de julho de 2008
escolhas versus chances
(Imagem por Janaina Fainer)tem a placa, à frente, a frente tem uma
nova placa, um sinal idêntico,
a não ser pelo tempo...
há mais um signo para o teu apreço.
mais uma palavra, adereço.
eu escolho por onde seguir,
dentre estes caminhos que,
sem eu querer, vieram a surgir.
dou-me entregue aos caprichos da vida,
entregue e consciente da verdade conferida:
não somos barcos à deriva,
mas somos capitães imensamente ignorantes
no ato da chegada, muito mais desde
a partida.
Menor o erro, se eu escolho
a vida.
quarta-feira, 16 de julho de 2008

[this is a broken message]
nas vezes em que teus olhos disseram coisas de outras galáxias, eu ainda estava perambulando por aqui; eu ainda sabia o que não fazer para não sentir.
poucas luzes extremamente bilhosas,
poucos litros de sangue arterial.
mas era a veia, querida.
oi, querida!
como vai?
como vai?
ainda muito frio em zeta retículi?
ainda pânico em andrômeda?
a interceptar ondas magnéticas provindas dos confins,
a interpelar os pedestres desavisados de dentro de mim.
eu queria um e.t. para me entender.
ou uma lanterna para escrever...
domingo, 6 de julho de 2008
sunday
nada se compara a um dia de sol.
simples.
dia de sol, e só.
estrada, vento, luz, paisagem.
paisagem, lembrança, amor, saudades.
saudades, rosto, voz, noite.
noite, esquece: o dia é de sol.
é domingo e eu não sei para onde ir,
é domingo e eu não quero saber para onde ir.
quero
apenas
ir.
desabafo, curva fechada, cachorro na pista!
foge!, foge!, da saudade canina que você me traz.
dia de sol e
nada mais.
dia de sol, faxina nos sentidos.
é!
meia vida no espelho retrovisor,
meia hora para respirar outra vez...
simples.
dia de sol, e só.
estrada, vento, luz, paisagem.
paisagem, lembrança, amor, saudades.
saudades, rosto, voz, noite.
noite, esquece: o dia é de sol.
é domingo e eu não sei para onde ir,
é domingo e eu não quero saber para onde ir.
quero
apenas
ir.
desabafo, curva fechada, cachorro na pista!
foge!, foge!, da saudade canina que você me traz.
dia de sol e
nada mais.
dia de sol, faxina nos sentidos.
é!
meia vida no espelho retrovisor,
meia hora para respirar outra vez...
sábado, 21 de junho de 2008
June´s Songs
o silêncio é a minha obra.
a minha quietude, o meu abrigo.
não à tristeza que já sinto.
não aos milhares de sujeitos indeterminados.
as minhas canções, muitas vezes,
dizem por mim.
eu só quero um pedaço minúsculo do paraíso.
só isso.
eu só quero algo entre o máximo possível e
o mínimo necessário.
a minha quietude, o meu abrigo.
não à tristeza que já sinto.
não aos milhares de sujeitos indeterminados.
as minhas canções, muitas vezes,
dizem por mim.
eu só quero um pedaço minúsculo do paraíso.
só isso.
eu só quero algo entre o máximo possível e
o mínimo necessário.
terça-feira, 17 de junho de 2008
bir'd th day
canelas cristalizadas,
quem diria, um dia,
ainda que rimas pobres, ainda que frio e vinho,
quem pensaria em algo melhor do que estar
bem, de bem, consigo?
quem dira, amigo,
uma ida, um dia, a volta inteira
sem ninguém que me reserve...
olha, Deus.
olha, que eu te Amo.
Amo todos que reservam um segundo para
me desejar bom agouro.
neste dia mágico,
nesta nova vida,
eu agradeço e me calo.
me calo de poemas inteiros.
calo-me no colo dos Meus.
quem diria, um dia,
ainda que rimas pobres, ainda que frio e vinho,
quem pensaria em algo melhor do que estar
bem, de bem, consigo?
quem dira, amigo,
uma ida, um dia, a volta inteira
sem ninguém que me reserve...
olha, Deus.
olha, que eu te Amo.
Amo todos que reservam um segundo para
me desejar bom agouro.
neste dia mágico,
nesta nova vida,
eu agradeço e me calo.
me calo de poemas inteiros.
calo-me no colo dos Meus.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
dream is over (there)
As fontes, os sulcos da minha pele,
Os fósseis no carbono da minha mente,
Os vinte anos passados, futuras gerações,
Os desfiladeiros nas paisagens indestrutíveis,
As lembranças.
O sonho não acaba
Apenas por acordarmos.
O sono não é mais do que um
Ensaio de morte.
As músicas nos dopam e
Nos sentimos bem.
A vida é tão dura, às vezes,
Que o céu é cetim.
O sonho não acabou.
Está em suspensão.
Os fósseis no carbono da minha mente,
Os vinte anos passados, futuras gerações,
Os desfiladeiros nas paisagens indestrutíveis,
As lembranças.
O sonho não acaba
Apenas por acordarmos.
O sono não é mais do que um
Ensaio de morte.
As músicas nos dopam e
Nos sentimos bem.
A vida é tão dura, às vezes,
Que o céu é cetim.
O sonho não acabou.
Está em suspensão.
sábado, 14 de junho de 2008
Impermeável
Chove há quize anos,
E não me molho.
Este líquido prateado
que cai sem cessar,
Estes parágrafos quilométricos
que montam uma estrada de mim, até eu mesmo.
Peito de areia seca.
Olhos de muito orvalho.
Pés soltos,
Pensamento a dez mil pés.
O bom da chuva é quando ela dura
Um tempo, depois pára, depois sai
Aquele sol úmido e morno.
O bom é quando o coração encontra a
Água boa de um outro.
E não me molho.
Este líquido prateado
que cai sem cessar,
Estes parágrafos quilométricos
que montam uma estrada de mim, até eu mesmo.
Peito de areia seca.
Olhos de muito orvalho.
Pés soltos,
Pensamento a dez mil pés.
O bom da chuva é quando ela dura
Um tempo, depois pára, depois sai
Aquele sol úmido e morno.
O bom é quando o coração encontra a
Água boa de um outro.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Save The Arrows, Cupid!

Descobri algo sobre os Cupidos.
Eles não são vesgos, como a maioria acredita.
Eles não são maus.
Eles, na verdade, não existem.
Existe, sim, a flecha.
Existe a pontaria que alguém
Exerce sobre o coração do outro.
Às vezes eu vejo as asinhas deles...
...ah!
Era apenas um pássaro.
***
Vocês todos sabem que o amor é algo
indefinível.
Entretanto, há incontáveis definições para o amor.
Há pessoas que vivem de desmitificar o amor.
Há pessoas que morrem de mistificar o amor.
***
Agora, meu amor,
Eu não te procuro mais.
Amor não se acha.
Não se encontra na esquina, não.
Amor é algo como um dia.
Único.
Mortal.
Amor e reciprocidade nunca se deram bem.
Topada,
Será a minha filosofia para o amor.
Quando tudo se topar,
Quando as músicas coincidirem,
Quando os lábios, naturalmente, unirem-se.
Quanto às flechas,
Cupidos,
Por favor...
Guardem-as para as Olimpíadas Celestiais...
Eles não são vesgos, como a maioria acredita.
Eles não são maus.
Eles, na verdade, não existem.
Existe, sim, a flecha.
Existe a pontaria que alguém
Exerce sobre o coração do outro.
Às vezes eu vejo as asinhas deles...
...ah!
Era apenas um pássaro.
***
Vocês todos sabem que o amor é algo
indefinível.
Entretanto, há incontáveis definições para o amor.
Há pessoas que vivem de desmitificar o amor.
Há pessoas que morrem de mistificar o amor.
***
Agora, meu amor,
Eu não te procuro mais.
Amor não se acha.
Não se encontra na esquina, não.
Amor é algo como um dia.
Único.
Mortal.
Amor e reciprocidade nunca se deram bem.
Topada,
Será a minha filosofia para o amor.
Quando tudo se topar,
Quando as músicas coincidirem,
Quando os lábios, naturalmente, unirem-se.
Quanto às flechas,
Cupidos,
Por favor...
Guardem-as para as Olimpíadas Celestiais...
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Azul e Branco
Nos teus negros olhos, há uma neblina.
Não é obscuridade, não é falta de algo.
Mistério, suaves nuanças, matizes completos,
Lugares intocados, matérias indizíveis.
Eu vejo os teus olhos,
Sem conhecer o teu rosto.
O meu amor está aqui, mutante,
Incessante, naturalmente incoerente.
Esteve sempre comigo.
Nunca foi aceito,
Tampouco dado.
Espero que, quando o teu sorriso
For avistado por estas bandas,
Eu veja o céu azul que a ti prometi,
Eu tenha a pele alva que busco em ti.
Espero que, como eu,
Tu não tenhas que me conhecer.
Apenas reconhecer...
Não é obscuridade, não é falta de algo.
Mistério, suaves nuanças, matizes completos,
Lugares intocados, matérias indizíveis.
Eu vejo os teus olhos,
Sem conhecer o teu rosto.
O meu amor está aqui, mutante,
Incessante, naturalmente incoerente.
Esteve sempre comigo.
Nunca foi aceito,
Tampouco dado.
Espero que, quando o teu sorriso
For avistado por estas bandas,
Eu veja o céu azul que a ti prometi,
Eu tenha a pele alva que busco em ti.
Espero que, como eu,
Tu não tenhas que me conhecer.
Apenas reconhecer...
Velvet
A pele desliza entre as moléculas
Da minha aura, entre
As pílulas das minhas vertigens.
A tua língua esfria, num calor indizível,
Os meus medos solvidos.
Nos meus dedos, sorvidos, úmidos,
As palavras nada dizem além das tuas visagens...
Aquele vestido de veludo,
Veste a tua tez, ainda que nenhum
Tecido haja em ti.
Ora, tal sentido, tamanho desmedido desejo
Não se exala, assim, de pronto.
Apenas este murmúrio entrelaçado
Em nossas pernas pode,
Decididamente,
Explorar os confins do que é mais próximo,
E íntimo.
Pois em você, meu amor,
Eu nunca pude crer.
Por favor, por favor...
Levante o veludo,
Descerre o tecido,
Por favor!
Solo drunk,
Miles além.
Nada olvida a mentira,
Ninguém dá vantagens à verdade.
Da minha aura, entre
As pílulas das minhas vertigens.
A tua língua esfria, num calor indizível,
Os meus medos solvidos.
Nos meus dedos, sorvidos, úmidos,
As palavras nada dizem além das tuas visagens...
Aquele vestido de veludo,
Veste a tua tez, ainda que nenhum
Tecido haja em ti.
Ora, tal sentido, tamanho desmedido desejo
Não se exala, assim, de pronto.
Apenas este murmúrio entrelaçado
Em nossas pernas pode,
Decididamente,
Explorar os confins do que é mais próximo,
E íntimo.
Pois em você, meu amor,
Eu nunca pude crer.
Por favor, por favor...
Levante o veludo,
Descerre o tecido,
Por favor!
Solo drunk,
Miles além.
Nada olvida a mentira,
Ninguém dá vantagens à verdade.
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