quarta-feira, 3 de setembro de 2008


[photo by Cau]
**
BLACK I LIGHT
**
.
.
Não durmo
Sem que a Luz
Me embale o sono.
-
Um naco de luz
Para dormir em mim,
uma centelha do amor
que eu vim.
-
Luminárias de leite, cor de lâmina,
Acendem o meu sonhar.
-
Na Fé que não é momentânea,
Tampouco se preocupa com as
Montanhas.
-
No sono plácido, sonâmbulo quietar
Nessa nossa vida de tudo olhar,
-
Não durmo,
Sem que a Luz me
enleve o espírito.
-
O Papiro do meu peito,
Escrito cárneo, envolto
nas maravilhas da vivência,
Da luz que queima em reverência
às nossas perdas.
-
Sento-me, em alma,
Espero, na calma,
O dia que, num choque estelar,
Enche o pulmão
do primeiro respirar.
-
****
-
“dança, dança meu canto agonizado,
na revoada das garças no riacho doce.
Dança, no etéreo, no mistério
da criança que descansa.
Dança o pé nu,
Na minha vida de tecer
Esperança.”
-
-
.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

- seashell odilon redon -
.
.
Donde, aqui dentro,
Saíste tão cedo
do rodamoinho monge?
.
Eu quero apenas o tempo,
O Seu tempo, a sua Alma.
.
Não te quis em carinhos,
Não te quero, o ninho.
.
Donde, acolá,
Sou-te o que te sou
quando não estás?
.
Esfera branquinha,
Nesta concha divina.
Esmero esquecido,
No tão fundo recanto.
.
Quero-te sem que eu me perca,
Perco-me de te querer.
Conchas abertas,
Mentes(,) ao ferver?