Chove há quize anos,
E não me molho.
Este líquido prateado
que cai sem cessar,
Estes parágrafos quilométricos
que montam uma estrada de mim, até eu mesmo.
Peito de areia seca.
Olhos de muito orvalho.
Pés soltos,
Pensamento a dez mil pés.
O bom da chuva é quando ela dura
Um tempo, depois pára, depois sai
Aquele sol úmido e morno.
O bom é quando o coração encontra a
Água boa de um outro.
sábado, 14 de junho de 2008
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