[ONE]
Só
sinto-me só,
mesmo com os teus olhos em mim,
mesmo com os teus olhares dispersos
na atmosfera, na estratosfera.
Sinto que há nave-mãe,
que há orfandade no amor.
Amor deveria ser pleonasmo
por si só.
Mas, sinto a solidão como a
companheira que ajuda a diluir
a fumaça que protege os meus sonhos.
Um só.
Não dizer o que é sentido,
deveria fazer menos do que o menor sentido.
Mãos dadas ao vento,
A suspirar sem ar
As medidas extremas do passado.
A distância deveria ser alívio,
por si só.
Suspenso em cordas de amarrar corações.
Dissipado nas lembranças,
Nas tranças das recordações.
Deve Tu, também,
Ter a sensação de solidão que eu contemplo.
Deve ser assim com quase todos.
Quase todos são sós.
Apenas os mais insanos
devem sentir presenças,
Devem sorver alianças
Perenes dos corações alheios.
Um só.
Eu sou.
Só um.
Apenas eu.
Duras penas.
sábado, 1 de novembro de 2008
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