segunda-feira, 2 de junho de 2008

Azul e Branco

Nos teus negros olhos, há uma neblina.
Não é obscuridade, não é falta de algo.

Mistério, suaves nuanças, matizes completos,
Lugares intocados, matérias indizíveis.

Eu vejo os teus olhos,
Sem conhecer o teu rosto.

O meu amor está aqui, mutante,
Incessante, naturalmente incoerente.

Esteve sempre comigo.

Nunca foi aceito,
Tampouco dado.

Espero que, quando o teu sorriso
For avistado por estas bandas,
Eu veja o céu azul que a ti prometi,
Eu tenha a pele alva que busco em ti.

Espero que, como eu,
Tu não tenhas que me conhecer.

Apenas reconhecer...

Um comentário:

Janaina Fainer disse...

e a escuridão continua