
daqui de cima eu vejo
que, na tua régua limpa,
nada é lampejo.
*
tu medes os riscos,
encrava-me a unha injusta,
para depois observar discos
voadores, solos de violão no espelho.
*
sabia que eu sabia que não era?
sabia que o saber não é perene?
morre a civilização, enterra a pena,
e num mísero segundo, te prendo em cena.
*
encaracolado é o meu pesar.
só não sei se eu subo a pensar,
ou desço a dançar,
neste baile frouxo de te buscar.
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