quarta-feira, 6 de agosto de 2008


finja que não foi.

até o próximo nascer do dia,
pretenda que não era.

às vezes,
eu penso que teria sido muito bom,
não ter sido inoculado por este microorganismo.

por essa distorção nas paisagens.

queimo o sol, com a letra.
queimo a língua, com os pensamentos.


finjamos, nós, que não viemos, ou
que não saibamos, que não conheçamo-nos,
poesia.

deixa o sol fazer o que sempre fez.

deixa...

Um comentário:

Claudia Venegas disse...

Deixa...deixar...agir e não reagir!
Muito boa!